23.4.14

Pro Ensaio Geral de volta com emoção e escracho

Dando sequência à programação do Pirão Coletivo, - projeto “Sábado Tem. Domingo que vem”, o Casarão do Boneco apresentará, no sábado, 26, às 19h, “Pro Ensaio Geral”, do grupo Bando de Atores Independentes. Apresentado originalmente na Casa da Atriz, em 2012, e em cartaz outras vezes na cidade, esta será mais uma oportunidade para ver a peça, indicada para maiores de 12 anos. Desta vez o público mais miúdo vai ter que compreender. 

Comédia-drama, humor pastelão, escracho e emoções. O grupo BAI - Bando de Atores Independentes constrói assim o espetáculo encenado por Sandra Perlin, Maurício Franco e ainda por Malu Rabelo, a designer de som que entra mesmo na cena, para se contar uma história que aparentemente está limitada a vida de Divina, Científica e Durval, personagens que se entrelaçam em cerca de 50 minutos de apresentação.

A idealização e dramaturgia do espetáculo é de Maurício Franco e de Sandra Perlin. Ele, ator, figurinista, diretor, artista plástico. No espetáculo ele é Divina, uma transexual que deseja realizar um grande sonho, ser atriz e montar um grande espetáculo. Ela, atriz que tem uma trajetória atípica no teatro, dedicando-se exclusivamente às artes cênicas desde 2009, quando volta aos palcos com o espetáculo “As Gatosas”, do Grupo Cuíra.

Enredo - Científica é uma mãe de família que criou sua filha, Divina (uma transexual), sozinha.  Divina trabalha fazendo shows na noite, especialmente de dublagens de grandes divas e tem o sonho de fazer um grande espetáculo num teatro e para isso vem durante muito tempo, guardando dinheiro. 

O espetáculo “PRO ENSAIO GERAL” conta esse momento da vida das duas, o dia em que elas estão se preparando para ir para o teatro fazer o ensaio geral do grande espetáculo montado por Divina. Além da Científica e da Divina, tem também o Durval, um menino que Científica juntou da rua, e que hoje, já sendo um rapaz, é o faz-tudo das duas.

Dentro de um enredo, aparentemente cotidiano, o espetáculo esconde os mistérios da vida, as relações humanas e como elas se desenvolvem, as disputas de poder no seio familiar.

Retrata os sonhos de pessoas aparentemente comuns que trazem em si a alma do artista, a despedida depois de longo tempo de parceria entre mãe e filha e a preocupação da mãe sabendo que terá que se despedir da filha, porque morte não é escolha, é situação, preocupa-se mais em como a filha ficará, do que com sua própria morte. É um cotidiano comum, porém extremamente misterioso, pois trata de subjetividades humanas, conflitos e da morte.

Ficha Técnica

Elenco: Maurício Franco, Vandiléia Foro e Sandra Perlin
Direção: Vandiléia Foro
Dramaturgia: Maurício Franco e Sandra Perlin
Figurino: Maurício Franco
Design de Iluminação: Malu Rabelo
Trilha sonora: coletiva
Operação de iluminação: Vandiléia Foro e Thiago Ferradaes

Serviço
“Pro Ensaio Geral”, do grupo Bando de Atores Independentes. Programação do Pirão Coletivo, dentro do projeto “Sábado Tem. Domingo que vem”. Neste sábado, ás 19h, no Casarão do Boneco – Av. 16 de Novembro, 815 (casarão cinza que fica do lado esquerdo da rua, antes de chegar à praça Amazonas). Mais informações: (91) 96091800 / (91) 82183693.

22.4.14

Música na Estrada tem novos shows na 4ª edição

Na semana passada seis artistas comemoraram a seleção para compor a programação do Música na Estrada que este ano segue para cidades do sudeste do Pará. Dois finalistas, porém, depois ligaram à produção para reconsiderar a participação, por causa de suas agendas que coincidiam com as datas divulgadas pelo edital. Para resolver a questão, o júri recorreu a lista de suplentes, que trazia diversos empates. No final, quem acabou ganhando foi o público.

Os músicos e compositores Di Mayo, Pedrinho Callado e Allan Carvalho estão nesta nova seleção de artistas. Velhos conhecidos em festivais de música no interior do estado, eles vão levar os ritmos de raiz produzido em seus trabalhos autorais.

Além de Natália Matos, que já estava na lista final do júri, Larissa Leite e a Camila Honda, também passam a integrar a programação, trazendo o frescor dos novos talentos da música paraense. O trabalho diferenciado de Antonio Novaes, o rock do Molho Negro e o som experimental do Projeto Secretos Macacos permanecem na seleção, revelando enfatizando a diversidade da música paraense.

A 4ª edição do Música na Estrada, projeto patrocinado pela Lei Rouanet e Vale, com realização do Ministério da Cultura e da MM Produções, teve seu resultado divulgado no último dia 15 de abril, após muito debate por parte dos jurados. Aberta entre 10 de março e 10 de abril, a inscrição, por meio de edital, foi feita on line,  através do site  www.musicanaestrada.com.br.

Cantores, bandas e grupos musicais residentes e atuantes no Estado do Pará, puderam se inscrever desde que apresentassem pelo menos 50% de repertório autoral para o show proposto, já que a ideia do projeto é trabalhar com a cultura paraense, estimulando a criatividade e expondo para novas plateias, a diversidade musical da região.

Entre as quase 150 inscrições havia bandas vindas de Parauapebas, Castanhal, Belém, Ananindeua, Marabá, Bragança, Curuçá, Xinguara, Icoaraci, Santa Izabel, Canaã dos Carajás e até mesmo de Santa Catarina e de São Paulo - bandas formada por músicos paraenses radicados nestes outros estados.

Natália Matos, Antonio Novaes, Projeto Secreto Macacos e Molho Negro, selecionados pelo júri na lista principal, continuam firmes e fortes no projeto e pegam a estrada no início de maio, mas as cantoras Juliana Sinimbu e Viviane Batidão, também escolhidas pelo júri, acabaram cancelando suas participações, pois não conseguiram equacionar suas agendas com as datas definidas pelo edital.

Foi preciso voltar ao júri para que o projeto mergulhasse na lista de suplentes, para se chegar a configuração final desta quarta edição. E ao invés de dois, mais cinco outros artistas entraram na programação.

Beto Di Mayo, Larissa Leite, Pedrinho Callado, Camila Honda e Allan Carvalho integram, a partir de agora, a 4ª Edição do Música na Estrada, cuja caravana sai de Belém, rumo ao sudeste do Pará, levando a diversidade musical paraense às cidades de Parauapebas, Curionópolis, Canaã dos Carajás e Marabá.

“Tivemos muitos empates. E querendo ampliar as participações propusemos a Pedrinho Callado e Allan Carvalho e ainda à Camila Honda e Larissa Leite, que fizessem um show compartilhado. Todos toparam. E ainda tivemos mais empate de pontuação com o Beto Di Mayo, que também foi chamado. Acredito que com isso conseguimos equacionar tudo, trazendo mais para o público”, consaidera Márcio Macedo.

No júri formado, estavam os músicos/compositores Marco André e Marcos Campelo, que possuem experiência em produção musical. “Um deles fez suas escolhas de sua casa no Rio de Janeiro. Outro é figura muito querida de todos nós, além de gestor em um projeto musical permanente. Tenho certeza que ajudou bastante”, diz Márcio Macedo, coordenador Geraldo projeto e presidente do júri.

O time de curadores contou ainda com duas jornalistas especializadas em cultura, contou comigo e com a jornalista Márcia Carvalho. “Esse olhar do jornalista é sempre bem vindo, com uma isenção importante”, continua Márcio.  Fechando o grupo, o júri contou ainda um produtor cultural, Fagner Ramos, com mestrado fora do país, atual secretário de cultura de Bragança que é uma cidade cultural. “Acho que as visões de cada um fizeram do processo algo muito autêntico”, diz Márcio.

Diversidade de ritmos - É a segunda vez que topo fazer parte do júri desse projeto e confesso que este ano fiquei ainda mais surpresa com a quantidade x qualidade dos inscritos. Isso prova o quanto os projetos de circulação da música são bem vindos para os artistas que desejam levar seus trabalhos aos quatro cantos do Pará e pode sair caro, sem apoio de editais como este.

Tivemos presença de grandes nomes da nossa música, artistas com uma carreira sólida, mas também de coisas ótimas que ainda estão passando despercebidas e foi ótimo conhecer. Claro que isso trouxe dificuldades, além do mais o projeto exige diversidade musical e tudo isso implicou nas escolhas, mas acredito que chegamos ao consenso.

 “Em função dos grandes talentos em nossa região e até de outros estados, foi bem difícil e, ao mesmo tempo, prazeroso, pois passar o dia ‘linkando’ o som dessa turma e curtir muito um grupo ou cantor que você não conhecia foi muito bacana, sem tirar o mérito dos amigos talentosos também”, diz Marcos Campelo, que também é gerente de música no Centro Cultural Sesc Boulevard.

“Foi uma grande alegria participar desse projeto. Quando aceitei o convite para integrar a curadoria, não tinha ideia do número de inscritos, e isso me surpreendeu positivamente. Imagine, mais de 100 artistas e bandas com trabalho autoral e a maioria com boa qualidade. Acho q isso nos dá uma boa ideia da efervescência da cena musical paraense”, enfatiza  Márcia Carvalho, que atualmente além da Funtelpa, exerce a função de assessora de comunicação, na agência de música Ampli Criativa.

“É muito complicado ser objetivo diante de tanta subjetividade que a arte nos transmite. Sofri”, diz Marco André. “Escutei absolutamente tudo e fiquei bem confuso, pois queria escolher todo mundo. Difícil esse negócio de apontar nomes dentre tantos trabalhos bacanas, produzidos com grande qualidade musical e verdade artística. Gosto muito do Música na Estrada, pois é inventivo, importante ao levar arte a cantos do Pará mais carentes de oportunidades e conduzido de forma séria e imparcial. Foi muito bom entrar em contato com alguns trabalhos os quais não conhecia e que achei bastante interessantes", conclui o produtor.

Mais sobre artistas que circulam este ano
  • Allan Carvalho - Nos últimos anos, Allan Carvalho tem sido um dos músicos de grande atuação da cena musical paraense, trazendo em seu trabalho uma rica e diversificada sonoridade, sempre pulsada a partir da paisagem amazônica. Desde o final dos anos 90, além da sua atuação solo, firmou passagem por vários grupos, onde já mostrava as várias vertentes de sua musicalidade. Seu trabalho autoral e como Intérprete dialoga com outras linguagens, estilos e com muitos parceiros. Parceiro de grandes artistas da região, como: Ronaldo Silva, Walter Freitas, Cincinato Jr, Eduardo Dias, Camilo Delduque, Dudu Neves, Fábio Cavalcante, Márcio Macêdo, Paulo Moura, Luis Girard, Ziza Padilha, Félix Faccon, Biratan Porto etc.
  • Antonio Novaes - Músico e letrista, ele busca desde sempre fundir elementos sonoros e poéticos que, a princípio, podem soar contrastantes, mas que fazem muito sentido para alguém criado num lugar onde a cidade alcança a floresta, numa zona fronteiriça onde a vida selvagem se manifesta tanto no poder da natureza quanto na urbanização desmedida.
  • Beto Di Mayo - Músico profissional há 30 anos. Começou sua carreira musical tocando cavaquinho em bandas de samba em Belém/PA, depois iniciou seus estudos no violão e na guitarra. Viajou pelo Brasil como músico profissional e atuou em diversos estados e países como Uruguai, Argentina e Chile. Hoje atua junto com a banda Variasons tocando diversos ritmos brasileiros e latinos além do repertório autoral e execução de música instrumental e releituras de clássicos da música nacional. Beto Di Mayo é professor da Escola Municipal de Música Waldemar Henrique, onde leciona Violão Popular, Canto Popular e Cavaquinho.
  • Camila Honda - Influencias de Beatles, Joan Baez, Marisa Monte e muita Bossa Nova. Camila começou na música em aulas de canto popular e em 2008 teve sua primeira experiência profissional a convite do pianista Paulo José Campos de Melo. Destaque na Mostra Terruá Pará, a cantora foi escolhida para integrar o time de estrelas da música paraense que integram o espetáculo. Ainda esse ano, ela vai se apresentar em vários shows do Terruá Pará pelo país ao lado de artistas como Strobo, Gang do Eletro, Felipe Cordeiro, Adamor do Bandolim, Luê, entre outros.
  • Larissa Leite - Com grande influência da família de músicos, a cantora e compositora Larissa Leite, de 19 anos, já nasceu apaixonada pela arte dos sons. Em 2009, foi convidada pelo seu primeiro regente para entrar no coral do Conservatório Carlos Gomes. Larissa Leite vem se destacando no cenário artístico paraense, pois além de sua voz bonita e diferenciada, a menina também é dona de um carisma particular e muito grande, que cativa a todos.
  • Molho Negro - O grupo traz batidas dançantes e marcantes, letras que traduzem o espírito e sentimento de qualquer individuo, além de identificação sem muita complicação. Nada de rock cabeça. O negócio aqui é o melhor do estilo, na linha dos pioneiros como Chuck Berry e Little Richards, o objetivo é ser sedutor para os quadris e fazerem todos sacudirem com o som poderoso deste power trio.
  • Natália Matos - Cantora e compositora de carreira recente, mas que vem ganhando espaço, já sendo considerada uma das novas revelações da música paraense. Acaba de lançar seu primeiro EP pelo natura musical, uma prévia do seu Cd de estreia que será lançado no primeiro semestre de 2014.
  • Pedrinho Callado - É compositor, arranjador, músico e ativista cultural, tem formação em arranjo, composição e música. Possui dezenas de composições gravadas por muitos cantores paraenses como: Lucinha Bastos, Simone Almeida, Alba Maria, Olivar Barreto (França).  Pesquisa vários ritmos brasileiros, com raízes regionais. Elaborou várias trilhas para curtas como: Árvore da Benção, Sou Teu Maninha, Cartas da Irmã Doroth (com o ator Wagner Moura e Padre Fabio de Melo), Cabelo Seco com Milton Rocha, Além da Idealização e direção musical do projeto do Filme e CD TOQUE DE MESTRE em 2009 onde fez a pesquisa e produção.
  • Projeto Secretos Macacos - Formado há cinco anos com a intenção de fazer um som diferente de tudo que já tinham feito, o som do grupo é instrumental e experimental. Dentro dessa perspectiva já foram compostas músicas que estão em processo de gravação. A banda teve sua estreia na Festa de apresentação da MTV Belém.
Serviço
A 4ª Edição Música na Estrada será realizada em maio: Parauapebas (06), Curianópolis (11), Canaã dos Carajás (15) e Marabá (17). Patrocínio Lei Rouanet e Vale. Realização Ministério da Cultura e MM Produções. Mais informações: 91 8109-7792 / 3355-8668 / https://www.facebook.com/suamusicanaestrada.

Solo é mergulho no Marajó de Dalcidio Jurandir

A primeira temporada do espetáculo “Solo de Marajó”, em 2014, será neste final de semana, no Teatro Estação Gasômetro, com apresentações nos dias 25 a 27 de abril, sempre às 20h. Em cena, o ator Cláudio Barros traz à tona algumas das histórias molhadas do escritor Dalcídio Jurandir, contadas no romance Marajó. Entrada franca.

No ano passado, além de Belém, onde ficou em cartaz no Salão das Artes do Museu Histórico do Pará, sediado no Palácio Lauro Sodré, Solo de Marajó pôde ser visto também em Muaná, Soure, Salvaterra, Cachoeira do Arari e Ponta de Pedras, municípios que pertencem ao arquipélago do Marajó, região de origem do escritor, considerado um dos grandes romancistas brasileiros. 

Emocionante (transbordante), o espetáculo, de muita simplicidade, traz Claudio Barros, que narra sozinho oito histórias tiradas do romance Marajó, o segundo livro do escritor. Usando apenas os recursos de corpo e voz sobre o palco vazio, o ator paraense constroi em cena um universo poético para expressar o drama do homem amazônico, refletido de forma tão profunda na extensa obra do autor.

A experiência recente de levar as narrativas de Dalcídio para mostrar ao próprio povo que a inspirou, no Marajó, revelou-se surpreendente para os criadores, pelo nível de identificação que despertou nos espectadores em relação ao espetáculo. Além do público comum, as plateias do Solo em terras marajoaras estiveram repletas de estudantes e professores de literatura, que enriqueciam o debate proposto pelos artistas logo após cada apresentação.

As oito narrativas de Solo de Marajó, escolhidas por ator e diretor em parceria com o dramaturgo Carlos Correia Santos, possuem autonomia dramatúrgica e não procuram dar conta da fábula do romance. 

Juntas, as histórias constroem um panorama da vida no Marajó, ao misturarem, no mesmo universo poético, temas como infância, paixão e saudade, com dramas amazônicos tais como exploração de crianças, violência contra a mulher, adultério e morte.

Durante a criação do espetáculo, o ator utilizou como matéria prima experiências de vida e referências pessoais para compor sua atuação, construindo uma partitura de ações físicas que remete a sua própria memória enquanto narra as histórias contadas no romance por Dalcídio. Solo de Marajó conta, ainda, com assistência de direção de Fátima Nunes, iluminação de Iara Regina de Souza, fotografias de JM Condurú Neto e projeto gráfico de Alan Moraes e Paula Henderson.

Serviço
Espetáculo Solo de Marajó. De 25 a 27 de abril (sexta a domingo), no Teatro Estação Gasômetro, sempre às 20h, com entrada gratuita. Duração 55 minutos. Patrocínio: Sol Informática. Apoio cultural: Centro de Danças Ana Unger, Na Figueredo, Colégio Impacto e Angoletto. 

21.4.14

"Projeções do Feminino" iniciam na Cidade Velha

Obra de Flávia Mutran
Obras em gravuras, fotografias e pinturas produzidas por mulheres artistas estão no projeto, que propõe um diálogo entre a moderna técnica da projeção mapeada, a rua e monumentos históricos. Iniciando por Belém, a primeira ação será realizada nesta  terça-feira, 22, a partir das 20h, nas paredes externas da Igreja de Santo Alexandre, no bairro da Cidade Velha. Depois, o projeto  ainda aporta no Acre e em Macapá.

Desvendar a arte contemporânea produzida por mulheres da Amazônia foi um desafio para a artista visual Roberta Carvalho. “Nem na internet, a atual base de dados mais acessível que temos, há registros dessas produções. E as informações são ainda mais escassas quando se trata de artistas mulheres”, destaca a paraense. 

O trabalho de pesquisa de Roberta traz à tona artistas de diferentes cidades e estados da Amazônia. Contemplado pelo Prêmio Funarte Mulheres nas Artes Visuais 2013, o projeto, que também será exibido em outros dois estados da região, propõe uma forma inovadora de mostra coletiva. Dispostas em sequência, as obras das sete artistas evidenciam contrastes de linguagens e perspectivas.

De Lucie Schreiner
 "São propostas distintas, não há grande similaridade entre a produção das artistas. Isso traz uma multiplicidade valiosa", avalia Roberta, artista visual propositora da projeção experimental. 

O leque criativo ganha ainda mais um desdobramento que garante ineditismo à experiência do projeto: as obras selecionadas serão transportadas para o videomapping. "Gravuras, por exemplo, foram animadas, e isso recria, de certa forma, a obra. Ela já não é a mesma coisa”, conta. 

“As obras mapeadas geram um efeito único, lúdico e iluminado nos espaços ocupados pelo projeto, ressignificando o trabalho das artistas e a cidade", explica Roberta. O videomapping, ou mapeamento de vídeo, é uma técnica de projeção das mais inovadoras da atualidade. Comumente aplicada a estruturas, como edifícios e monumentos, o mapping permite que as imagens “se dobrem” sobre a arquitetura na qual são exibidas. 

Precursora da técnica na região, Roberta Carvalho promoveu, em 2013, o primeiro Festival Amazônia Mapping, em Belém. Trata-se de uma moderna intervenção urbana, capaz de ampliar o alcance dos trabalhos artísticos, deslocando a obra dos espaços institucionalizados dos museus e galerias, levando-a para às ruas e para o convívio social, transformando o espaço onde se instalam. 

Mais de Flávia Mutran
Sete “Amazônias” - Além de Roberta Carvalho, compõem o projeto artistas de longa trajetória, como a fotógrafa Flavya Mutran. Com mais de vinte anos de atuação, a paraense integra o projeto com obras da série “There’s no place like 127.0.0.1”, que versa sobre os limites da apropriação da imagem privada de anônimos que se tornam públicas uma vez expostas na internet.

“A frase que nomeia as imagens desta série representa muito da postura do internauta e sua relação com o lugar. É através do localhost (127.0.0.1), ou IP local dos computadores, que o internauta estabelece uma espécie de lugar utópico, como um intervalo no tempo e no espaço, em que realidade e ficção são projeções invertidas de uma mesma imagem”, explica. 

Radicada na Suíça desde 2007, Lúcia Gomes, também com mais de duas décadas de carreira nas artes visuais, é outra reconhecida artista que participa do projeto. Irrequieta, corrobora a ideia de que por meio da arte se modifica a maneira de pensar e sentir o mundo.

Entre os destaques da cena atual, Keyla Sobral, que traz a inédita instalação "São Todos Seus", de 2014. São mais de 30 desenhos feitos em nanquim, ponto de partida para a projeção mapeada. "A Amazônia é uma região enorme e essa troca é importante para conhecermos o que estamos produzindo. Muitas vezes sabemos muito mais sobre os artistas de outras regiões do que entre nós mesmos. Esse projeto vem contribuir com esse estreitamento de fronteiras", destaca.

Da Intervenção Urbana de Lúcia Gomes
Nascida no Paraná, Lucie Schreiner há anos atravessou o país até o Acre. Lá, aprendeu a entalhar com um mestre artesão. 

A formação em Geografia a manteve interessada pelos relevos e pelas relações que as pessoas estabelecem com a natureza. Por meio da xilogravura, seu desenho tátil, conta histórias que remontam à literatura de cordel.

Voltada para dentro das complexidades da Amazônia, a fotógrafa Paula Sampaio, mineira radicada em Belém desde criança, faz da linguagem fotográfica um discurso de denúncia. Fotojornalista desde 1988, foi contemplada com premiações internacionais e exibe, no projeto,  a série “Refúgio”. 

O trabalho é composto por imagens capturadas quando Paula percorreu comunidades de remanescentes de quilombos espalhadas por um labirinto de matas e rios que, no passado, foram um refúgio para aqueles que desejavam escapar da escravidão.

Um legítimo (olhar) de Paula Sampaio
JJ Nunes, a mais jovem artista da mostra, é de Macapá, e traz uma obra que explora os limites do grafite e da pintura em mural. 

“Essa costura entre as artista cria um panorama da produção feminina amazônica contemporânea. Gerar esse movimento, ocupação, e estabelecer conexões entre as partes é um triunfo”, celebra.

Para JJ, o intercâmbio com as artistas da região diz respeito ao desvendar da própria identidade. “Me sinto universal, mas de fato o ritmo de vida, a fauna, a flora, as mitologias afetam minha percepção de mundo, imaginário e criatividade”, completa.

Serviço
Exibição de “Projeções do Feminino - Projeção mapeada”, projeto contemplado no Prêmio Funarte Mulheres nas Artes Visuais 2013, nesta terça-feira, 22, a partir de 20h, na fachada da Igreja de Santo Alexandre, bairro da Cidade Velha. Todas as intervenções serão filmadas e seus registros irão compor um documentário que será́ lançado nas redes sociais e no site oficial do projeto.


(Com informações da assessoria de imprensa do projeto)

16.4.14

"Grafia e Materia" traz retratos, gestos e solitude

Cerca de 30 obras do artista José Fernandes compõem a exposição “Grafia e Matéria” , aberta desde março ao público, com visitação até 30 de abril, na Galeria do Museu de Arte do CCBEU – Centro Cultural Brasil Estados Unidos, Belém Pará.

A mostra, que tem a curadoria de Marisa Mokarzel, revela um olhar pessoal, expresso em gestos gráficos e pictóricos formadores de tramas e tessituras que representam ou remetem a figuras humanas, memórias, cidades e escrituras - teias e emaranhados que fornecem a força e a densidade de suas pinturas e desenhos. 

Parte embrionária, mas significativa, desta Mostra já foi vista em Santa Catarina: o artista, através de seleção nacional, expôs na Galeria Alberto Luz, do Museu de Arte de Blumenau, em 2013.

O público que visita a exposição Grafia e Matéria, encontra imagens figurativas e abstratas. Marisa Morkazel pontua que a exposição é composta por três áreas. A primeira, dos retratos, exibe desenhos de figuras humanas solitárias, despidas de máscaras, que deixam transparecer a crueza do corpo e a solitude da alma. A segunda, formada por pinturas, em que a abstração se revela em gestualidadevisceral e caótica, potencialmente gráfica. E a terceira, também integrada por densas pinturas abstratas, sugere a desconstrução do corpo humano revisto em matéria pictórica.

Segundo José Fernandes, os desenhos e pinturas de “Grafia e Matéria” foram produzidos no período de 2007 a 2013. 

O título da mostra remete, “por um lado, ao traço, ao desenho, aos símbolos gráficos. Uma referência à parte de meu trabalho, ao longo de 20 anos, como artista gráfico e também à cidade, ao grafite e inscrições urbanas. Por outro lado se refere à matéria própria da pintura, encontrada na densidade das tintas, nas cores e texturas.”

Desenhos e pinturas, em conjunto, encontram-se interligados pela força emocional do artista, pela inquieta revelação da realidade cotidiana a qual pertencemos e que, mesmo em nossa intimidade, colaboramos com seu desenho instável, impregnado de memórias

A ideia que permeia as obras foi concebida a partir de um olhar advindo do artista, também arquiteto e designer, que rompe com a linha invisível na qual a arte se potencializa para transformar esse olhar em “grafia e matéria” que conduzem às tessituras, linhas de força formadoras dos emaranhados sempre presentes na urbe. O artista abstrai o que vê e estabelece uma estreita relação com a cidade, percorre ruas e muros, mimetizando-se com grafites e pichações; com o ritmo urbano de linhas e cores que muitas vezes reflete um estado íntimo inquieto, quase em turbulência, mas profundamente enredado com o Outro.

José Fernandes - Artista gráfico e visual, formado em arquitetura, vive e trabalha em Belém-PA. Mestre em Comunicação, Linguagens e Cultura pela Universidade da Amazônia, onde, por dez anos, foi professor de desenho e artes gráficas. Mantém atelier de pesquisa e produção de imagens, objetos e papéis produzidos a partir de fibras naturais da regiã­o.

Serviço
José Fernandes expõe "Grafia e Matéria". Até 30 de abril na Galeria do Museu de Arte do CCBEU, com entrada franca. O CCBEU que fica na travessa Padre Eutíquio, 1309, Batista Campos. Informações: 91 3221.6100.

Oficinas para sair no arrastão junino deste ano

Percussão, dança e perna-de-pau estão com vagas disponíveis. Até 8 de maio, o Instituto Arraial do Pavulagem estará com inscrições abertas às oficinas que antecedem os cortejos da quadra junina.

Não precisa ser artista profissional para participar das atividades do Instituto Arraial do Pavulagem, basta querer e se inscrever para as oficinas no site do Instituto. O espaço é aberto a todos.

Na sede do instituto, elas mostram um espaço aberto ao diálogo e troca, onde se pode vivenciar as sonoridades e os elementos que povoam a cultura popular da região amazônica.

As oficinas representam uma das fases de construção dos cortejos de rua do Arraial do Pavulagem. Na de percussão e ritmo, por exemplo, o som vai ganhando forma no decorrer das atividades. Os participantes entram em contato com os instrumentos utilizados durante os arrastões. Tocam barrica, onça, maraca, reco-reco, ganzás e conhecem os ritmos apresentados pelo Pavulagem na quadra junina, como o carimbó, a quadrilha e a toada de boi.

Elemento fundamental no Arrastão do Pavulagem, o som tem na dança o caminho para materializar os ritmos tocados durantes os cortejos. Ganha concretude e movimento. E para quem quer experimentar outros movimentos, a oficina de perna-de-pau é a oportunidade. Recurso de grande visualidade cênica, a técnica desafia o equilíbrio dos brincantes, que aprendem a superar os desafios de andar com segurança pelas ruas em meio à multidão.

Interação - Mais do que apresentar espetáculos pela cidade, o Instituto Arraial do Pavulagem organiza os cortejos baseados em pesquisa, formação e criação. Em um trabalho de interação coletiva, procura transmitir os saberes ancestrais que pulsam na riqueza das culturais populares, reafirmando e ressignificando símbolos tradicionais.

Serviço
Inscrições oficinas: até 8 de maio. Oficinas: 11 de maio a 25 de maio. Ensaios: 27 de maio a 11 de junho. Arrastões do Pavulagem: 15, 22 e 29 de junho e 6 julho.  Inscrições gratuitas pelo site www.arraialdopavulagem.org.

12.4.14

12 Trabalhos de Hércules no Casarão do Boneco

O In Bust Teatro com Bonecos traz para  a cena, neste sábado, 12 de abril, um dos personagens mais conhecidos da mitologia greco-romana, Hércules. Mergulhando no berço da cultura ocidental e, portanto, o grupo mergulha nas lendas e mitos da Grécia Antiga. 

A apresentação integra a programação do Sábado Tem. Domingo que Vem, projeto do Pirão Coletivo. O ingresso custa quanto o público puder pagar. Você faz o preço. O Casarão do Boneco fica na Av. 16 de Novembro, n. 815, do lado esquerdo (na mão dos carros), quase chegando à Praça Amazonas.

Hércules, o filho de uma mortal com Zeus, causa a ira de Hera, esposa do chefe dos deuses, que passa a persegui-lo, causando sua vida tão atormentada que ele acaba ficando louco e matando todos os filhos. Por este crime, o oráculo do deus Apolo ordena que o herói procure o Rei Euristeu para receber um castigo apropriado. Este, aliado à deusa Hera, tenta matar o herói determinando doze trabalhos (quase) impossíveis de serem realizados.

Os 12 trabalhos eram tarefas que só podiam ser realizadas por alguém com força sobre-humana, como enfrentar uma serpente de várias cabeças. E Hércules, sem grande esforço, enfrenta os piores desafios. E assim, os 12 trabalhos foram realizados, o redimindo das mortes que cometeu, o elevando à condição divina e ao fim de sua jornada.

Tudo isso é transformado pelo In Bust, em um espetáculo cheio de humor, poesia e lições de reciclagem em prol da arte. A construção dos bonecos e do material de cena é feita sob a proposta de reutilização de material plástico descartável, dando a encenação uma característica bastante peculiar sem perder seu caráter experimental.

Deste modo, o público vai reconhecendo durante o espetáculo uma série de vasilhames plásticos do cotidiano transformados em deuses e personagens mitológicos – sejam bonecos ou máscaras. Super vale conferir!

Ana Clara e Meio Amargo lançam EPs no Boulevard

No show ‘Canções simples de depois’, Ana Clara lança seu primeiro EP “Canções de depois” em dois shows no Sesc Boulevard, junto com Meio Amargo, que também lança o EP Canções simples para pessoas complicadas

Ana Clara chega com Canções de depois, seu primeiro EP que anuncia os próximos passos de seu trabalho musical. O disco, gravado no ano passado por Ulysses Moreira e mixado pro Iuri Freiberger, terá lançamento de sua edição em digipack com quatro faixas em dois shows no Sesc Boulevard. 

O primeiro será dia 12 de abril, sábado, às 20h, no teatro, e o segundo dia 25 de abril, às 19h, no Café do Sesc Boulevard. Os dois shows serão junto com o projeto Meio Amargo, do parceiro Lucas Padilha, que também lança o EP de estreia, Canções simples para pessoas complicadas. Os CDs estarão à venda durante o show ‘Canções simples de depois’.

Ana Clara vem acompanhada de sua “banda de ursos”, formada por Marcel Barretto (guitarra), João Lemos (guitarra), Marcelo Damaso (violão e guitarra), Manuel Malvar (baixo) e Ulysses Moreira (bateria). O EP de Ana Clara – realizado com o patrocínio da Sol Informática, por meio da Lei Tó Teixeira & Guilherme Paraense, da Prefeitura Municipal de Belém – traz as músicas Que nem passarinho, O adeus veio depois, Eu mandei meu amor pro espaço e Polaroid sem cor.

Além destas, as apresentações ainda terão canções de outros amigos e parceiros e que estarão no primeiro álbum da cantora, que entra em estúdio no mês de abril para gravar o álbum completo com o produtor gaúcho Iuri Freiberger. Os shows terão participações especiais dos artistas convidados Sammliz e Jacob Franco (Projeto Secreto Macacos).

Em seu primeiro EP, Canções de depois, Ana Clara soube muito bem o que queria e escolheu cuidadosamente quatro canções para lançar, chamando músicos amigos com características particulares para acrescer ao som que buscava: o casamento entre o rock, a delicadeza e as distorções.

As músicas foram arranjadas pela banda com direção da cantora. Que nem passarinho, que já havia sido gravada em disco de seu pai, o compositor Emanuel Matos, ganhou uma versão mais venenosa, com solos barulhentos, três guitarras com pedais analógicos e pegada roqueira; O adeus veio depois é um rock com refrão grudento; Eu mandei meu amor pro espaço é uma leitura David Bowie de Totonho; e a balada pop Polaroid sem cor acaba soando com um flerte entre Camera Obscura e The Smiths.

O EP foi todo gravado por Ulysses Moreira no estúdio carinhosamente apelidado de “Dudu Sessions”, do amigo Eduardo Feijó, e mixado e masterizado por Iuri Freiberger.

Vinil – O EP Canções de depois também vem em uma caprichada edição em vinil de 10 polegadas, que será o primeiro lançamento do selo Discos ao Leo, primeiro selo paraense com lançamentos previstos apenas para vinil. A versão do EP em vinil ainda terá um lançamento especial sem data marcada.

Meio amargo - Meio Amargo é a alcunha do projeto solo do cantor, compositor e produtor Lucas Padilha. O EP Canções simples para pessoas complicadas, com quatro músicas, gravado no Estúdio Quarto Amarelo e produção de Lucas e Ivan Jangoux, terá lançamento físico na mesma ocasião do EP de Ana Clara.

O disco traz as músicas A outra história de Carl e Ellie, Bom rapaz, Conversas com o velho Jack e finaliza com Balada do marginal. A sonoridade do Meio Amargo caminha entre o folk-rock e “parece ter sido muito bem escolhida e trabalhada para ambientar essas reflexões em melodias intimistas, mesmo quando soam mais alegres”, revela Angelo Cavalcante no release do artista.

O Meio Amargo conta com João Lemos (guitarra), Erik Lopes (baixo) e Netto (bateria), integrantes das bandas Molho Negro, A Trip to Forget Someone e Turbo respectivamente. O EP tem também a participação especial do guitarrista Marcel Barretto, na faixa de abertura.

Serviço

Show “Canções simples de depois”.  Lançamento dos EPs de Ana Clara e Meio Amargo. Neste sábado, 12 de abril, às 20h, e dia 25, às 19h, no Sesc Boulevard. Entrada franca. Assessoria de imprensa: Se Rasgum Press: imprensa@serasgum.com.br.

11.4.14

Festa da Música Brasileira estreia no bar Palafita

O projeto inicia com homenagens a dois expoentes do samba, Chico Buarque e Benito de Paula, que serão interpretados por Arthur Espíndola e Luís De Oliveira. Programada para ser realizada de forma quinzenal, as festas terão sempre homenagens a dois artistas. Tudo a partir das 22h.

Não é de hoje que a música brasileira vem figurando nas principais play lists do país, contagiando as novas gerações. Artistas consagrados especialmente nas décadas de 70 e 80 estão cada vez mais presentes nestes repertório que embalam as noites também em Belém. 

O cantor e compositor Arthur Espíndola se coloca como mais um expoente desta vazão e traz a “Festa da Música Brasileira”, onde as homenagens a artistas consagrados e outros tão importantes quanto, mas que hoje encontram-se esquecidos da grande mídia.

A homenagem em síntese é o samba, que reflete uma das mil facetas de Chico Buarque. Compositor de sambas de grande representatividade histórica. E Benito Di Paula, marco de várias gerações, também ganha a merecida homenagem.

O repertório traz grandes sucessos desses artistas, assim como canções do chamado “lado B”. 

“Vamos homenagear vários artistas da música brasileira, do samba ao rock, do forró pé de serra à música regional. Tudo o que é produzido musicalmente do Oiapoque ao Chuí”, garante Arthur.

Na banda de Arthur Espíndola estão Marcelo Ramos no cavaquinho e bandolim, Lenilson Albuquerque no piano, Baboo Meireles no Baixo, Ricardo Jardim na percussão e Tiago Belém na bateria. 

Já a banda que homenageará Benito Di Paula é composta por Luís De Oliveira nos vocais, Ricardo Monteiro no violão, Evandro Neves no cavaquinho e banjo, e Vinicius Pinto, Leandro Maia, Everson Matos e Sabrina Do Império na percussão.

Todas as edições terão dois tributos a artistas diferentes por noite. São dois shows de diferentes artistas paraenses homenageando alguém. Todos os shows contam com artistas convidados especiais, e segundo Arthur “muitas canjas surpresa vão rolar nesta primeira edição”.

Arthur Espíndola é cantor e compositor nascido no Pará e desde 2006 vem solidificando sua carreira. Em 2012 foi o vencedor do Festival de Música Paraense, promovido pela RBA e Vale. 

No mesmo ano lançou o CD “Tá Falado”, com 12 faixas contando com diversas participações, dentre elas: Gaby Amarantos e Felipe Cordeiro. 

Em 2013 lançou o projeto de web “Amazônia Samba”, onde entrevista grandes personalidades do samba brasileiro. Já ministrou oficinas de música junto ao Arraial do Pavulagem e é um grande entusiasta e impulsionador da cena sambista de Belém.

Luis De Oliveira tem 21 anos, é músico, cantor e compositor e vem de uma nobre linhagem do samba. Filho do saudoso sambista paraense Luis Carlos Amaral Oliveira mais conhecido como "Carioca" que integrou um dos grupo de maior sucesso na década de 80, o grupo "Sovaco de Cobra". 

Há 8 anos Luis é cavaquinhista do "Rancho Não Posso Me Amofiná", onde também faz vários shows na noite paraense e atua como produtor musical e arranjador da bateria show da escola de samba paraense. 

Desde 2009 vem desenhando sua carreira solo e em 2012 foi contratado para o Grupo Sentimento Puro, com o qual passou um ano na cidade do Rio de Janeiro, realizando shows nas mais variadas casas noturnas cariocas. Atualmente segue em carreira solo na noite de Belém.

Serviço
Festa da Música Brasileira – Com Arthur Espíndola e Luís De Oliveira homenageando Chico Buarque e Benito di Paula. Sexta-feira, 11 de abril, às 22h. Bar Palafita – Rua Siqueira Mendes, ao lado da Casa das 11 Janelas - Cidade Velha. R$ 10,00 – valor único. Informações para o público: 8142 6488.

(com informações da assessoria de imprensa do evento)

Tributo a Mutantes e Secos e Molhados na Black

O show fica por conta da banda Álibi de Orfeu, mas a noite tem par participação do DJ Truta, no Reggae Boat e dos DJ's do Coletivo Black Soul Samba formado por Fernando Wanzeller, Eddie Pereira, Uirá Seidl e Kauê Almeida, tocando no vinil e CD. Além das projeções do VJ Sabbá. no bar Los Piratas.

Formada por Norah Valente (vocal), Elaine Valente (guitarra), Rafael Mergulhão (guitarra), Sidney KC (baixo) e Rui Paiva (bateria), a banda Álibi de Orfeu comemora este tributo.

“São bandas consagradas que incentivaram o rock em uma época em que ser roqueiro era coisa de ‘bandido’, como disse a Rita Lee em uma de suas músicas. Nada melhor do que preparar um repertório saudoso e com versões das músicas das duas bandas tocadas ao nosso estilo”, diz Elaine Valente, da banda Álibi de Orfeu.

Não é a primeira vez que a banda apresenta esse tributo, mas é a primeira vez na Black Soul Samba. Para a ocasião o grupo acrescentou novas músicas e se focou no final dos anos 60 e início dos 70 tanto dos Mutantes quanto dos Secos & Molhados. “Ficamos muito felizes com o convite da Black, porque sabemos do trabalho social que é desenvolvido por esse coletivo e nos honra fazer parte disso”, diz Elaine.

Segundo ela, a influência das duas bandas no trabalho da Álibi de Orfeu, está na atitude de apresentar em sua época algo inovador, sem se importar com rótulos ou estilos específicos para fomentar uma indústria específica.

“É a arte pela arte que conta as dores e os dramas de uma geração com arranjos incríveis que de uma maneira ou de outra acaba influenciando a forma como tocamos nossas músicas”, completa a guitarrista.

Inventivos e Loucos - Secos & Molhados foi um grupo da década de 1970 formado por João Ricardo (vocais, violão e harmônica), Ney Matogrosso (vocais) e Gérson Conrad (vocais e violão). As apresentações eram ousadas, com figurino e maquiagem extravagante, elementos que fizeram a banda ganhar reconhecimento, sobretudo por canções como "O Vira", "Sangue Latino", "Assim Assado", "Rosa de Hiroshima", que misturam danças e canções do folclore português.

Inventivos e ousados eram também os Mutantes, formado por Arnaldo Baptista, Rita Lee e Sérgio Dias, a formação original, eram fãs dos Beatles, o que era de se esperar dos jovens nos anos 60.

Eles poderiam ter sido como todos os jovens da época, mas foram além criando em 1966 uma banda que marcaria para sempre a música brasileira, os Mutantes. Senso de humor e originalidade faziam deles um trio de músicos diferentes que conseguiu misturar em suas criações rock, música clássica, progressivo e o que mais desse na cabeça.

Serviço
Nesta sexta (11) a Black Soul Samba levará ao público um lindo tributo a Mutantes e Secos & Molhados, que serão interpretados pela banda Álibi de Orfeu.  A festa acontecerá no Los Piratas, começa às 20h, ingressos a 20 reais, com meia entrada para estudantes. Mais Informações: 8347-1698